domingo, 28 de março de 2010

O Palhaço Assassino


JOHN WAYNE GACY JR.

“O Palhaço Assassino”

americano; nascimento: 1942 – morte: 1994

ASSASSINATOS: 33 ou mais

A HISTÓRIA DO SERIAL KILLER JOHN WAYNE GACY

“Menininha” do papai

John Wayne Gacy Jr. nasceu em 1942, em Chicago, nos Estados Unidos. Tinha duas irmãs. Seu pai, John Gacy, era alcoolista e aparentava não gostar do filho: batia-lhe sem grandes motivos, chamava-lhe de “menininha”. A mãe também era vítima deste homem. Apesar disto, aparentemente Gacy Jr. gostava do pai.

Aos 11 anos, Gacy foi atingido na cabeça por um balanço. Nos cinco anos seguintes, periodicamente sofria escurecimentos da visão. Foi descoberto um coágulo em seu cérebro, que foi removido cirurgicamente, e houve a remissão do problema.

Contudo, Gacy ainda manteve outros sintomas hipocondríacos, que o ajudavam a afastar-se de atividades mais masculinas, como a prática de esportes violentos – ocasionalmente tinha queixas cardíacas, por exemplo.

gacy casou-se, mas gostava de rapazes

Apesar de tudo isto, John Wayne Gacy formou-se em Administração e tornou-se vendedor de sapatos. Casou-se com uma colega de trabalho cujo pai possuía um restaurante de frangos fritos, em outro estado, e logo John passou a gerenciar tal estabelecimento, com desenvoltura.

Em 1968, um evento que pegou de surpresa todos os seus conhecidos: foi acusado de ter subjugado sexualmente, por um longo período de tempo, um jovem empregado. Gacy contratou um adolescente assassino para espancar uma testemunha da promotoria, e mais acusações pesaram sobre ele. Negociando uma confissão, foi sentenciado a dez anos de prisão.

Prisioneiro “modelo”, foi solto menos de dois anos depois. Entretanto, sua esposa o largou, neste período. Gacy voltou então para Chicago.

Cidadão exemplar, palhaço em festas, mas…

Estabeleceu-se como construtor. Logo se casou. Desenvolto, logo adquiriu popularidade com os vizinhos. Participava da política (seu pai detestava políticos), tendo posado para uma foto ao lado da primeira-dama do país, a esposa de John Carter. Fantasiava-se de palhaço em festas caritativas. Era membro do Conselho Católico e da Defesa Civil.

Foi então que começou a matar, perto de fazer 30 anos. Muitas vezes atacava conhecidos, mas em outras ocasiões abordava pessoas na rua, às vezes de uma forma convidativa, outras mais intimidativo. Escolhia sempre pessoas do sexo masculino – adolescentes ou jovens adultos.

Sodomizava-os, torturava-os e depois os matava, geralmente sufocados ou estrangulados. Enterrava os corpos no chão de sua casa – até que, sem espaço, começou a jogá-los em um rio.

Gacy é pego

Foi pego em 1978. Sua empresa prestou um serviço de reforma a uma loja, e nesta loja Gacy convidou um jovem a trabalhar em sua firma. O jovem, quando foi encontrar Gacy à noite, disse a amigos o que estava indo fazer. Quando se notou o seu sumiço, a polícia foi à casa de Gacy e sentiu o odor pútrido da morte. Entretanto, não foram encontrados corpos, mas: sedativos, algemas, livros sobre homossexualismo, instrumentos para “jogos” sexuais, uma pistola, um pênis de borracha, maconha, além de objetos que aparentavam não pertencer a Gacy.

A polícia começou a periciar as evidências e instituiu vigilância sobre ele. Descobriu-se então sobre o seu passado ( a condenação em outro estado) e que vários empregados seus, que geralmente eram menores, haviam desaparecido. Acabaram voltando à sua casa…

Quase 30 corpos enterrados

Que ainda tinha aquele cheiro horrível. Resolveram escavar. Foram encontrados nada menos que 28 corpos enterrados! Mais cinco foram resgatados nos rios.

Já preso, John Wayne Gacy tentou culpar “Jack Hanson”, uma suposta segunda personalidade sua.

Em um depoimento, desenhou um mapa com a disposição dos corpos – em seguida, aparentou desmaiar. Quando “voltou a si”, disse que foi “Jack” o autor do desenho. Os vários psiquiatras que o entrevistaram não quiseram embarcar nesta história, embora tenham feito várias hipóteses para o diagnóstico: “pseudoneurótico esquizofrênico paranóico”, “personalidade borderline”, “sociopata”, “narcisista”, “mentiroso patológico” etc.

Gacy era contraditório em seus depoimentos, e em um deles disse lembrar-se de apenas cinco homicídios, e de forma incompleta – sendo que, além disto, as memórias pareciam não ser suas, e sim de outra pessoa, conforme disse.

Condenado à morte

Gacy foi condenado, em 1980, à pena de morte. Mesmo assim, continuou a negar a autoria dos homicídios – dizendo, agora, que os corpos haviam sido colocados em sua casa por alguém que queria prejudicá-lo…

Apesar das contradições e negativas, alguns fatos foram descobertos sobre seu modus operandi: sabe-se que gostava de ler passagens bíblicas enquanto enforcava as vítimas; outras vezes, vestia-se de palhaço enquanto as torturava. Enfiava as cuecas dos rapazes em suas bocas para sufocá-los.

Prisioneiro, artista, inteligente

Na prisão, ainda ganhou bastante dinheiro – com as pinturas que fazia (especialmente populares eram as de palhaço e auto-retratos, mas também retratou Jesus, Hitler, personagens da Disney, outros criminosos etc.) e com outros métodos, como um serviço telefônico pago que criou, onde a pessoa que ligava podia ouvir sua alegação de inocência. Suas pinturas chegaram a fazer parte de exposições.

Tinha uma rotina obsessiva na cadeia: anotava cada ligação, carta ou visita recebida, e até mesmo o que comeu. Conta-se que, nos 14 anos que esteve preso, passou a abusar de álcool e tentou suicídio.

Pouco antes de morrer, em 1994, de injeção letal, já sedado, pronunciou suas últimas palavras: “Kiss my ass!” (”Beije minha bunda!” ou “Beije meu cu!”, traduza como preferir…).

TED BUNDY – ANÁLISE PSICOLÓGICA


A mãe – e um amor mal-resolvido

Para qualquer comportamento humano é possível fazer uma hipótese psicológica. As explicações tentadas no caso de Ted Bundy geralmente unem a questão do desconhecimento da identidade verdadeira da mãe ao sofrimento pelo fato de a primeira namorada ter lhe abandonado.
A questão da mãe (o “Complexo de Édipo”) sempre foi muito cara à Psicanálise, e parece bastante tentadora na história de Ted. É fácil dizer que o seu “ódio às mulheres” seria decorrente da decepção de ter sido criado como sobrinho, e não como filho, por sua mãe verdadeira.
Mas analisemos melhor a questão. Na infância e adolescência, Ted acreditava estar vivendo com a irmã, que se casou e teve quatro filhos – também achava, portanto, que os irmãos eram sobrinhos. Mas apesar de acreditar estar vivendo longe dos “pais” (os avós), não há relatos sobre receber, por parte da mãe, um tratamento muito diferente do que recebiam os irmãos. Além disto, há um bom lapso de tempo entre a descoberta sobre a mãe verdadeira (por volta dos 23 anos) e o início dos homicídios confirmados (27 anos). Na idade em que descobriu que a “tia” era mãe, sua personalidade já estava bastante consolidada e poderia sofrer menos alterações do que se tivesse ficado sabendo anteriormente.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Família Manson


Família Manson foi o grupo fundado por Charles Manson, que em 1969 matou a atriz Sharon Tate e o casal Rosemary e Leno LaBianca entre outros crimes, no que ficou conhecido como Caso Tate-Labianca.

Formado por jovens hippies seguidores de Manson, vindos de várias partes dos Estados Unidos para viver em comunidade numa pequena fazenda chamada Spahn Ranch, no sul da Califórnia, próximo a Los Angeles, seus principais integrantes eram:

  • Charles Manson - líder, mentor intelectual e espiritual, condenado à prisão perpétua em 1971 pelos assassinatos do Caso Tate-Bianca. Cumpre a pena em prisão especial na Califórnia.
  • Charles “Tex” Watson- um dos principais 'assistentes' de Manson, foi o principal matador das duas chacinas do Caso Tate-LaBianca. Cumpre pena de prisão perpétua no norte da Califórnia, desde 1970.
  • Susan Atkins - cumpria pena de prisão perpétua pelos crimes Tate-LaBianca. Assassinou Sharon Tate. Foi a primeira dos Manson a morrer, em 24 de setembro de 2009.
  • Bobby Beausoleil - cumpre pena de prisão perpétua pela morte de Gary Hinman, ocorrida poucos dias antes da chacina na casa de Sharon Tate.
  • Patricia Krenwinkel - cumpre pena de prisão perpétua pelos assassinatos no Caso Tate-LaBianca.
  • Linda Kasabian - participou como testemunha dos dois massacres e depois depôs contra os campanheiros no julgamento, recebendo imunidade. Sua localização é incerta desde os anos 70.
  • Leslie Van Houten- cumpre prisão perpétua por participação nos assassinatos do casal LaBianca desde 1971.
  • Lynette 'Squeaky' Fromme - cumpre prisão perpétua por tentativa de assassinato do presidente Gerald Ford em 1975.
  • Sandra Good - Presa em 1975 por enviar cartas com ameaças de morte a executivos de empresas pelo correio, foi condenada a 10 anos de prisão.
  • Steve Grogan - condenado a prisão perpétua pela morte de Donald "Shorty" Shea em 1972, um trabalhador do rancho onde a 'Familia" vivia. Depois de preso, Grogan ajudou a polícia a encontrar o corpo de Shorty e se tornou um prisioneiro modelo. Recebeu liberdade condicional em 1986, sendo o unico integrante da seita de Manson condenado a prisão perpétua a ter conseguido isso.
  • Catherine 'Gipsy' Share - A mais velha das mulheres da 'família' - 26 anos na época do Caso Tate-LaBianca - foi presa em 1971 ao assaltar uma loja de armas na Califórnia com outros integrantes do bando, com a intenção a sequestrar um Boeing-747 para exigir a libertação de Charles Manson e demais assassinos prisioneiros, em troca da vida dos passageiros. Passou cinco anos presa.

Charles Milles Manson (número indeterminado de vítimas)


Charles Milles Manson (Cincinnati, 12 de novembro de 1934) foi o fundador, mentor intelectual e líder de um grupo que cometeu vários assassinatos, entre eles o da atriz Sharon Tate, esposa do diretor de cinema Roman Polanski.

Filho de uma prostituta e frequentador assíduo de reformatórios juvenis pelos crimes de falsificação e roubo, Charles Manson acabava de cumprir uma pena de dez anos, em 1964, quando formou uma comunidade estilo hippie em Spahn Ranch, perto de Los Angeles. Manson tinha idéias grandiosas e os seus seguidores, ou Família Manson como eram conhecidos, jovens homens e mulheres, consideravam-no a reencarnação de Jesus Cristo. O próprio Manson acreditava nisso e ainda dizia que os Beatles conversavam com ele através de suas canções.[1]

Em 9 de agosto de 1969, um grupo de seguidores de Manson invadiu a casa de Roman Polanski, em Cielo Drive, 10050, Bel Air, assassinando sua esposa Sharon — que estava grávida — e mais quatro amigos do casal. As vítimas foram baleadas, esfaqueadas e espancadas até a morte, e o sangue delas foi usado para escrever mensagens nas paredes. Em uma delas foi escrito Pigs ("porcos", em inglês). Na noite seguinte, o mesmo grupo invadiu a casa de Rosemary e Leno LaBianca, matando os dois. As mensagens escritas na parede da casa com o sangue das vítimas foram "Helter Skelter", "Death to pigs" e "Rising". Os assassinatos de Sharon , seus amigos e do casal LaBianca pela "Família Manson", ficaram conhecidos como o Caso Tate-LaBianca.

O objetivo dos assassinatos planejados por Charles Manson era começar uma guerra que, segundo ele, seria a maior já travada na terra, denominada de "Helter Skelter". O nome corresponde ao título de uma música dos Beatles onde, de acordo com Manson, havia uma maior quantidade de mensagens subliminares. Uma guerra entre negros e brancos, em que os brancos seriam exterminados. Ele acreditava que algum negro logo seria acusado pelos assassinatos, o que faria com que os confrontos explodissem logo. Como ele e sua "família" eram brancos, planejavam esconder-se em um poço, denominado por Manson como poço sem fundo, em algum lugar no deserto californiano, assim que a suposta guerra começasse.

Linda Kasabian, uma das integrantes da comunidade e testemunha ocular das mortes em Cielo Drive, resolveu fugir e denunciar Charles e os outros integrantes à polícia, além de depor em seu julgamento em troca de imunidade. Ela disse não concordar com os assassinatos, apesar de ter presenciado todos, nas duas noites em que os crimes foram cometidos.

Manson, então com 37 anos, foi acusado de seis assassinatos e levado à Justiça, juntamente com 'Tex' Watson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van Houten, de 19 anos . Embora fosse o líder da "família", ele alegou não ter participado pessoalmente de nenhum deles. Manson declarou durante o julgamento o seu ódio profundo pela Humanidade, chamando os membros de sua família de rejeitados pela sociedade. A promotoria se referiu a ele como "o homem mais malígno e satânico que já caminhou na face da Terra",[1] e o quinteto foi sentenciado à morte em 1971. Mas, com a mudança nas leis penais do estado em 1972, a pena deles foi alterada para prisão perpétua.

Desde a década de 1980, Manson e alguns de seus seguidores, alguns ainda da época dos assassinatos Tate-LaBianca, têm trabalhado em um projeto conjunto conhecido como ATWA (do acrônimo em inglês Air, Trees, Water, Animals), uma referência ao Ar, Árvores, Água e Animais, o sistema de vida do planeta Terra. Manson, de dentro da Corcoran State Prison, na Califórnia, dirige pessoalmente o movimento. Em abril de 2009, em um processo de internacionalização do projeto, apareceu na Internet o website ATWA Brasil, introduzindo a filosofia de ATWA em língua portuguesa.[2] O grupo ATWA Brasil afirma estar em contato com Manson diariamente, e tem postado vídeos e gravações de ligações telefônicas em que Charles Manson fala sobre o Brasil.[3]

Nas últimas décadas Manson vem tentando conseguir liberdade condicional, mas teve seus apelos negados em todas as ocasiões, continuando encarcerado na Corcoran State Prison, Califórnia, em unidade especial de isolamento da penitenciária, onde também se encontra cumprindo prisão perpétua o assassino do senador Robert Kennedy, Sirhan Sirhan. Sua última tentativa em audiência, negada novamente, foi em 2007.

The Lefranc Family ( número de vítimas indeterminados)

Em maio de 1998, uma família do norte da França foi acusada de enterrar inúmeros bebês, resultado de relacionamento incestuoso entre irmã (26 anos) e 3 irmãos. A polícia foi chamada um mês antes por um médico que atendeu aos ferimentos no chefe da família, Paul Lefranc, 76 anos, ferimentos que sugeriam mal tratamento contínuo.

A polícia descobriu que o pai era escravizado, dormia num viveiro de coelhos do lado de fora da casa e era obrigado a comer numa tigela de cachorro. O cachorro da casa era treinado para ataca-lo, e ele também apanhava da mulher e dos filhos regularmente.

The Kobe School Killer (2 vítimas)

Em maio de 1997, um zelador de escola achou a cabeça de Jun Hase, 11 anos, menino com retardo mental que havia desaparecida há três dias. Para decapita-lo foi usado um instrumento afiado, e na sua boca estava enfiada uma mensagem para a polícia. Seu corpo foi encontrado mais tarde, no mesmo dia, debaixo de uma casa nos bosques próximos à escola em que estudava. Era o segundo assassinato naquela área.

Em 15 de março, um atacante não identificado matou com pancadas de cano de ferro uma estudante. Antes disso, duas estudantes tinham sido atacadas com um martelo.

Na nota, o assassino avisava: "Este é o início de um jogo...Vocês policiais me impeçam se forem capazes...Eu desejo desesperadamente assistir pessoas morrerem, é excitante para mim cometer assassinatos. Um julgamento sangrento foi necessário pelos meus anos de grande amargura". A nota acabava em inglês, com as palavras "school kill", e estava assinada com uma misteriosa combinação de caracteres japoneses que significavam vinho de arroz, rosa e sagrado mestre, seguido de o assassino escolar(the school killer).

O assassino também usou um símbolo parecido com o que usava O Zodíaco de São Francisco. Os mesmo slogans foram encontrados escritos nas paredes perto da escola onde a cabeça do menino foi encontrada. Dois gatos mutilados também foram encontrados do lado de fora do primário, último local onde foi visto o menino morto. Perto das duas cenas de crime antes deste ataque, também foram encontradas duas carcaças de gatos.

Em junho, uma pessoa responsabilizou-se pela decapitação do menino numa carta para um jornal, na qual ameaçava matar três pessoas por semana. "I am putting my life at stake for the sake of this game,'' era uma das frases da carta de 1400 palavras. O assassino dizia que se fosse pego seria enforcado, e que a polícia deveria estar irritada com a sua investigação. Também afirmava que só quando matava ficava livre do constante ódio que sofria e aí estava apto a ficar em paz. Dizia que só quando causava dor à pessoa ele consegui diminuir sua própria dor. A carta estava assinada Seito Sakakibara (Apóstolo Sake Devil Rose). Estranhamente, falou que este era seu nome verdadeiro, e disse ter ficado bravo por o nome devil rose ter sido confundido com um apelido ou codinome. Avisou que se errassem seu nome dali para frente ou estragassem seu bom humor, ele mataria 3 vegetais por semana.

No fim de junho, um adolescente de 14 anos foi preso pelo assassinato de Hase e pelos ataques de março. O menino, que não pode ser identificado por causa da idade, era o responsável. Começou carregando facas na escola. Aos 12, já exibia extrema crueldade com animais, arrastando sapos amarrados em sua bicicleta, mutilando gatos e decapitando pombos.

No quarto do garoto foram encontrados vários vídeos pornô e revistas. Pela lei japonesa, o assassino é muito jovem para cumprir pena na cadeia. A corte escolherá entre condicional e reformatório. Nos dois casos, estará livre aos 18 anos para matar mais vezes.

Mary Flora Bell (2 vítimas)



Mary Flora Bell (Inglaterra, 1957) foi a mais jovem homicida da História.

Infância

Filha de mãe solteira, prostituta e mentalmente perturbada, foi sexualmente abusada, entre os 4 e 8 anos de idade.

Mary era filha de Betty McCrickett e Billy Bell, embora não se possa afirmar ao certo sua paternidade. Durante a infância, sua mãe teria tentado assassiná-la pelo menos uma vez. Mary, apelidada May desde cedo, era a filha mais velha de Betty, nascida quando esta contava com dezesseis anos. Billy Bell e Betty foram casados, e acredita-se que Mary tivesse um bom relacionamento com seu pai - fosse biológico ou não. No entanto, Bell seria preso por assalto armado.

Condenação

Ela foi condenada por asfixiar Martin Brown em 25 de maio de 1968, um dia antes de seu 11º aniversário. Matou ajudada pela amiga Norma Bell, que não era sua parenta. Suas duas vítimas tinham 3 e 4 anos e ela também foi acusada de tentar estrangular quatro outras meninas. Foi responsável pela vandalização da enfermaria escolar e de escrever ameaças nas paredes. Considerada culpada de homicídio involuntário em 17 de dezembro de 1968.

Em seu diagnóstico, psiquiatras descreveram sintomas clássicos da psicopatologia.

Mary Bell foi liberada da custódia em 1980, aos 23 anos, e foi concedido anonimato para começar uma nova vida com sua filha, que nasceu em 1984, e o marido. Vinte e sete anos depois de sua condenação, em 2007 e após a morte de sua mãe, ela aceitou falar à jornalista Gitta Sereny sobre sua infância. O resultado é uma biografia chamada "Gritos no Vazio".